A periodontite tem repercussões orais e sistémicas.

A prevenção passa pela adopção de hábitos diários de higiene oral, visitas regulares ao médico dentista e controlo dos factores de risco.

As Doenças Periodontais são doenças inflamatórias que afectam os tecidos de suporte dos dentes: gengiva, osso, ligamento periodontal e cemento. São doenças complexas cuja causa principal é a acumulação de bactérias junto à margem da gengiva de um dente.

Este agregado de bactérias, que constantemente se deposita sobre os dentes, denomina-se placa bacteriana. Quando não é convenientemente removida remineraliza e forma o tártaro. O tártaro, dificulta a eliminação da placa bacteriana na escovagem e, como tal, deve ser removido de forma a garantir a manutenção da saúde periodontal.

O tempo médio para a formação de tártaro sobre a coroa dos dentes é de 2 semanas.

Existem dois tipos principais de Doenças Periodontais: a Gengivite e a Periodontite.

A nível mundial estima-se que 8 em cada 10 pessoas com idades a partir dos 35 anos sofra de algum tipo de doença periodontal.

A Gengivite é uma condição reversível e consiste na inflamação superficial da gengiva. Os sintomas mais frequentes são hemorragia espontânea ou durante a escovagem (menos evidente nos fumadores), gengivas vermelhas e edemaciadas e, por vezes, mau hálito.

A Periodontite, é a progressão de uma gengivite não tratada num indivíduo susceptível. As reacções inflamatória e imunitária desencadeadas pela presença contínua de placa bacteriana provocam danos irreversíveis no osso, ligamento periodontal e cemento.

Alguns factores de risco que favorecem a progressão da periodontite são: fraca higiene oral, susceptibilidade genética, obesidade, stress, tabagismo (risco elevado), doenças sistémicas como a diabetes e a osteoporose, HIV, e fármacos que induzem o aumento do volume das gengivas ou a resposta inflamatória gengival.

A periodontite tem repercussões orais e sistémicas

Na boca a periodontite pode ter como consequências: retracção das gengivas com exposição da raíz do dente, dentes “mais compridos” e com espaços negros entre eles, hipersensibilidade (dor ao frio), alteração da posição dentária, mobilidade e nos casos mais extremos, perda dentária. Para além de problemas estéticos também pode gerar problemas funcionais, como dificuldade em mastigar e falar.

A nível sistémico (saúde geral) pode estar associada a doenças cardiovasculares, cancro gastrointestinal e colorectal, infecções respiratórias, doença hepática crónica, artrite reumatoide, diabetes e complicações durante a gravidez.

A prevenção passa pela adopção de hábitos diários de higiene oral, visitas regulares ao médico dentista e controlo dos factores de risco.

  • Escovar os dentes, pelo menos, 2x/dia;

  • Limpar os espaços entre os dentes com fio dentário e/ou escovilhões, pelo menos 1x/dia, antes da escovagem;

  • Agendar uma consulta de avaliação periodontal;

  • Pedir aconselhamento sobre o tipo de escova (manual ou eléctrica), a técnica de escovagem ideal e a selecção dos meios auxiliares de higiene oral: fio dentário, escovilhões e, por exemplo, escova unitufo;

  • Coordenação entre as especialidades de medicina geral e a medicina dentária de forma a controlar os factores de risco que propiciam a progressão de periodontite, como por exemplo a cessação tabágica, controlo do stress, manutenção de uma dieta equilibrada, hábitos de exercício físico regular, entre outros.

Mariana Vaz Barbosa

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